sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tratamento da claudicação arterial

Claudicação intermitente dos membros inferiores é dor, decorrente da isquemia muscular, obrigando a interrupção da marcha, com caráter reprodutivo.

Na classificação de isquemia é Grau I, podendo ser dividida em :
Categoria 1 – claudicação leve
Categoria 2 – claudicação moderada
Categoria 3 – claudicação grave


O paciente deverá ser tratado de suas doenças de base - HAS, DM, anemia e dislipidemia. Parar de fumar, se for o caso.

Marcha programada.

Antiagregante plaquetário, para prevenção dos eventos cardiovasculares.
- ácido acitil salicílico (AAS)– inibidor da ciclooxigenase , bloqueando irreversivelmente a produção de tromboxano A2 pelas plaquetas.
Fazer 75 a 325mg/dia.
Acima de 325mg a inibição de prostaciclina pelo endotélio passa a ser efetiva favorecendo efeitos trombogênicos.
- Dipiridamol – inibidor da fosfodiesterase
- Clopidogrel inibidor do final da via do ADP, inibe as pontes de fibrinogênio as plaquetas
- Cilostazol inibidor da fosfodiesterase III, promove vasodilatação, antiagregação plaquetária, e inibição do espessamento miointimal.
- Estatinas- inibição da HMG-COA redutase - inibe a síntese de LDL.
- Inibidor da angiotensina I em angiotensina II - para prevenção secundária de Acidende Vascular Encefálico (AVE), Infarte Agudo do Miocardio (IAM)e Insuficiência Renal.

O tratamento deverá ser mantido por pelo menos 6meses, e monitorado com exames clínicos periódicos e índice tornozelo-braço.
Nos diabéticos o índice artelho/braço é mais fidedigno (devido calcificação da média);
lipidograma; glicemia de jejum; ecocolordoppler arterial dos membros inferiores, das carótidas e vertebrais e das artérias renais, uma vez que a ateromatose é uma doença sistêmica.

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