quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trauma de carótida

Se a lesão for grave apresentará sintomas em 24h, porém poderão transcorrer meses ou anos.
O diagnóstico é difícil quando ocorre hiperextensão – nesse caso a artéria é distendida sobre o processo tranverso de C2 e o corpo de C1. Esse estiramento acarreta múltiplas lacerações na média e na íntima que predispõem ao tromboembolismo.
Até mesmo na proteção com heparina pode ocorrer tromboembolismo distal. Pode ocorrer AVC na ligadura da artéria. Se sangramento retrógado intenso proveniente da carótida interna é melhor realizar anastomose término-terminal.
Pode se usar material sintético para remendo, mas o tecido autólogo é preferível, se veia safena, pegar na virilha.
Mesmo nos pacientes com déficits neurológicos severos, com sangarmento anterógrado persistente, reconstruir. Maior chance de recuperação e o não tratamento da lesão podem acarretar fístula ou pseudoaneurisma.

Resumindo:
Carótida com refluxo = revascularizar
Ocluída = ligar
Sangramento ou hematoma em expansão = cirurgia de urgência
Coma = esperar
Hemiplegia + oclusão = ligar.


Pontos importantes na cirurgia da carótida:
Anestesia local: maior controle de isquemia
Anestesia geral: maior conforto, maior controle da PA e metabolismo cerebral diminuído.
Shunt usar em pressão de refluxo menor que 50 mmHg
Remendo: em todas as mulheres e carótidas com < 5mm de diâmetro
Dissecção de carótida = anticoagulação por 6 meses
Tratamento endovascular indicações: “pescoço hostil” – pós-operatório de neoplasia, stomias, radioterapia; reestenoses, lesões altas.
Operar carótida interna ocluída, quando o nicho de oclusão da carótida interna for fonte de embolo via carótida externa provocando amaurose fugaz.

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